Quarta-feira, Setembro 07, 2005

Sete de Setembro

Independência, tudo bem.

O quero saber é: quando vamos crescer?

Crescer como nação, como povo. Deixar de se sentir inferior apenas por ser brasileiro e deixar de botar a culpa dos nossos problemas nos outros.

Quem sabe aí, o Brasil possa ser um país muito melhor para se viver, para todos os brasileiros.

Com a palavra, Cazuza.


Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha

Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer "sim, sim"

Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)


Até.

5 comentários:

Jacque Rizzolli disse...

Bom dia meu amor,
Aqui estamos de feriado (eu trabalhando enlouquecidamente na minha defesa de dissertação, é claro)mas sem aquele gostinho patriótico, pois estamos todos tão chocado com a sujeira que drena de Brasilia...
Mesmo assim, vale ressaltar a coluna da pág 3 da Zero Hora de hoje, escrita em tons poéticos pela Martha Medeiros...vale a pena ler!
Tenha um ótimo dia, agora tô indo porquê tenho muito que digitar...
Beijos verde-amarelos Jacque

Allan Robert P. J. disse...

Creio termos pouco a festejar. Talvez seja a visão de quem está fora, talvez somente uma má fase (não minha, mas do país). Apesar de tudo, ainda é onde nos sentimos realmente em casa.

Flavio Prada disse...

Antes de sair do Brasil eu achava que o país tinha muito ainda a caminhar no sentido de ser uma nação. Agora que vivo fora, mudou, tenho certeza disso. Um abraço.

Telma disse...

Marcelo
Acho que é bem atual o pensamento de Rui Barbosa:
'De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto
ver crescer a injustiça,de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus
, o homem chega a rir-se da vergonha, e a ter vergonha de ser honesto'
Beijos

Aninha disse...

Eu espero que em breve, Marcelo.

Em breve.