terça-feira, abril 19, 2005

Ainda readaptando

De volta ao trabalho efetivamente, ainda sinto os efeitos da viagem de domingo. Mas não só da viagem em si, também das despedidas e da perspectiva de novo encontro com a Jacque, meus pais e os amigos. Talvez só no final do ano…

Tenho certeza, contudo, que vai ser bem mais cedo que isso. Algum jeito vamos achar de nos encontrar antes. Até lá, é como os alcoólicos anônimos: um dia após o outro.

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Trouxe mais bagagem do que levei, claro. O complicado vai ser na hora de me mudar de volta para o Brasil. Acho que vou ter que mandar muitas coisas antes, pelo correio.

Mas falava que trouxe mais coisa de que levei. Nada mais natural, afinal fui passar o meu aniversário lá. Comigo vieram, além de algumas roupas novas, alguns dos livros que ganhei e que vou ter tempo para ler:

Os Cantos – Erzra Pound
Dicionário de Palavras & Expressões Estrangeiras – Luís Augusto Fischer
Histórias Coloradas – Vários Autores
Em Berço Esplêndido / Ensaios de Psicologia Coletiva Brasileira – J.O. de Meira Penna

Trouxe também dois livros de culinária, com o claro objetivo de me aperfeiçoar nas lides da cozinha (e comer menos “porcarias”).

Livros, roupas. Também estavam na minha mala bombons, mariolas (doces de banana), café em pó e solúvel, e – finalmente – costelinha de porco defumada, essencial para a preparação da Sopa. Corria o risco de não me deixarem entrar no Canadá com ela, mas acho que valia o risco…

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Finalmente, o novo papa.

Não vou falar dele, mas do que eu estava torcendo que virasse papa, e não falo de nenhum brasileiro. Torcia por Carlo Maria Martini. Já explico o por quê da minha torcida.

Só lamento que o Conclave tenha sido tão rápido. Queria ter tido tempo de reler um livro – e aí entra a explicação da minha torcida pelo ex-Cardeal de Milão - que comprei há alguns anos, chamado “Em que crêem os que não crêem?”. Este livro, de dupla autoria, é a reunião de cartas publicadas na Revista italiana Liberal por um pensador laico, Umberto Eco, e um cardeal da igreja de Roma, justamente Carlo Maria Martini.

Durante um ano eles travaram um diálogo na forma de cartas em que discutiram a existência de Deus e a invenção de Deus; os fundamentos da ética e o respeito ao outro; as mulheres e o sacerdócio; a liberdade de escolha e de ação aos imperativos religiosos; o aborto; o respeito à vida; a engenharia genetica; o apocalipse e a idéia de fim na cultura laica; a existência ou não de uma noção de esperança comum a crentes e não crentes.

Não faço julgamentos de nenhum tipo sobre o novo papa, mas teria sido muito interessante que um homem como Carlo Maria Martini tivesse virado papa.

Até.

4 comentários:

Ninne disse...

Oi, Marcelo, bem vindo de volta!:)

Trouxe costelinha de porco defumada na mala? ahahahhahah!! Essa foi otima:) Eu sou uma covarde mesmo, nao trago nada que possa ser recusado aqui... Dia desses crio coragem, ehehe:)

Tbm queria que outro papa tivesse sido escolhido. Claro, eu acharia legal ter um papa brasileiro, mas ao mesmo tempo nao acharia ruim se o nigeriano Francis Arinze tivesse sido escolhido. Queria alguem um pouco menos radical.

Inteh a sopa!!:)

e-migrante disse...

É mano.. voltando com muita coisa.. vai ter mesmo q despachar quando voltar ao Brasil.. ehehheh beijos!

Ana disse...

Voce ta morando longe da Jacque!!! Ai que ruim! :(

Eu acho que esse Papa nao vai ajudar em nada, mas tudo bem...

Ate!

Ana Paula disse...

Oi Marcelo... seja bem vindo novamente!
Eu ja me arrisquei a trazer muitas coisas mas, acho que preciso parar com essa mania... qq dia alguem abre minha mala e acha um pacote de bisnaguinha...rs... e a vergonha?

Bom, a escolha do novo Papa gera algumas controversias mas... espero que ele faca um bom pontificado, ou pelo menos, tente.

Ate a sopa
Beijos