sábado, abril 23, 2005

Sábado, abril

Já estou há alguns dias com uma opinião no mínimo polêmica mas que estou segurando para escrever no domingo que, junto com a segunda-feira, são os dias de maior afluência e este blog, certamente ainda resquício da época em que só escrevia nas segundas-feiras a sopa semanal. Então, mais nenhuma palavra até amanhã.

Mas outros assuntos pululam ao meu redor querendo atenção, como cães esperando para serem levados para passear. Faço um afago num, penso um pouco mais sobre outro, não decido sobre qual vou escrever. Tudo tem acontecido de forma muito rápida. Crise política no Canadá, crise de identidade das esquerdas brasileiras, o novo Papa (ops, não posso falar, amanhã, amanhã), quinhentos e cinco anos de Brasil, o meu Rio Grande do Sul, céu, sol, sul, terra e cor, a sopa no Canadá, etc.

Ainda sobre o que eu falava ontem, da minha “obrigação moral” de retornar ao Brasil depois de terminado o meu tempo aqui, afinal a parte final da minha formação acadêmica foi feita em instituição pública, financiada pelos cidadão brasileiros, em suma, digo que me sentiria obrigado a voltar de qualquer jeito. É apenas uma questão de considerar um imperativo moral (pessoal, que fique bem claro) dar retorno e investir e insistir com o país em que – involuntariamenre, óbvio – nasci e onde decidi morar quando tive (e estou tendo) a oportunidade de escolher.

E isso é fundamental: é uma opção (que pode até mudar um dia, quem pode saber?) voltar ao Brasil e trabalhar lá. E uma opção pessoal, que não implica em julgamento das opções dos outros. A Deise comentou, no post anterior, algo que tem a ver com isso, a possível sensação (ou atribuição ou acusação) de ser um traidor, por ter abandonado o local onde nasceu. Eu – ao menos – não vejo assim.

Cada um tem suas razoes, que são de interesse único de quem tomou a decisão. Qualquer outra consideração a respeito é perda de tempo.

Até amanhã.

3 comentários:

Ninne disse...

Oi marcelo,

Espero nao ter deixado a impressao de que odeio o Brasil, nao eh bem assim. Mas nao retiro o que disse no post. Questao de opiniao, neh:) A sua eh bem vinda, logico, sempre!:)

Se estivesse na sua posicao agora, tbm veria a volta ao Brasil como uma obrigacao moral. Faz sentido.

Beijos e bom fim de semana!:)

Ana disse...

Eu nao acho que seja traicao. Fique onde voce quiser e onde achar que pode ajudar mais pessoas. Particularmente, eu vou pedir pra voce ficar, o Canada precisa urgentemente de medicos competentes :P Beijo!

Jacque Rizzolli disse...

ANA!!!!!!!
Não pede prá ele ficar NÃO!!!Deixa ele voltar logo prá mim...pleeeeeease!!!!
Beijos da Portoalegrense que te ama Jacque