sexta-feira, agosto 05, 2005

Ainda o peixe

Já contei aqui a piada dos tomates gays e mudos?

Ainda sobre o Norman.

Ter um peixe aqui em casa, mesmo que temporariamente, além de provocar polêmicas neste blog, serve como interessante recurso literário. E temos convivido bem, o Norman e eu.

Ele é mais quietão, gosta de observar o passar das coisas, e é um bom ouvinte. Está me ensinando algumas características da sua filosofia de vida, como a paciência e o olhar contemplativo para o mundo, um certo ar blasé, uma coisa meio existencialista. Acho até que o Norman lê Sartre, mas ainda não conversamos sobre isso. Às vezes dou uma olhada nele, e está boquiaberto, admirado com o universo. Isso é fundamental, admirar-se com tudo o que acontece à sua volta, me ensina.

Sem falar na questão do aquário.

Como o Norman, o peixe, sob certo prisma, muitos vivem em seu próprio aquário. Passam sua vida andando em círculos em seu mundo restrito, e sem ao menos saber que existe algo além daqueles limites. Que existe muito mais além das paredes do aquário. E, ao contrário dos peixes, se por um acidente caem para fora, não morrem, e tem a chance de ver o mundo como realmente é. Enxergam a luz, e não mais as sombras. O início pode ser difícil, mas é possível acostumar-se com a luz, com as cores, mas nem todos conseguem.

O aquário como a caverna, e o Norman, Platão.

Sabe tudo esse Norman.

Ploft, ploft.

2 comentários:

Monique disse...

Cuidado Marcelo, acho que o Norman está ficando mais popular que outros..... bjs,

Ana disse...

Sinceramente?
Eu acho que todo Norman devia sair do aquario pelo menos uma vez na vida.

Ou poderia eu dizer homem da caverna imposta por outros, que aprisiona, "emburrece"?! Voce, como sempre, esta certo. E o Normal e muito sabio!

Beijos e bom fim de semana :)
Blog novo ta no ar. To aflita com medo de todo mundo detestar!