quinta-feira, julho 14, 2005

Ainda bem que foi em Goiás

Eu estava preocupado com o Vicente.

Mas fiquei tranquilo porque foi em Goiás, e não em Porto Alegre. Se bem que o Vicente trabalha por todo o Brasil, então ainda pode ter relação com ele. Sei não…

Explico.

O Vicente é meu tio por tabela, ou seja, é tio da Jacque – irmão da “dona” Sílvia, minha querida sogra – e então fui adotado como seu sobrinho. Grande figura, o Vicente. Engenheiro, é funcionário da Claro, trabalha coordenando a manutenção das torres de telefonia celular. Viaja por todo o Brasil nessas inspeções.

Além de engenheiro, é cantor, e coordenador do coral composto pelos irmãos, principalmente o Celso e o Beto, outras figuras ímpares. Os churrascos na sua casa são famosos, tanto pela qualidade do assador quanto pela diversão certa, muitas cantorias e histórias.

Pois é. Eu dizia que estava preocupado com o Vicente, e é verdade. Tudo porque eu tinha ficado sabendo que a Claro estava limitando o tempo que os funcionários podiam ficar no banheiro. Certo, era em Goiás e eram os funcionários que trabalhavam no atendimento telefônico, mas sei lá, fiquei preocupado. Vai que a moda pega?

Não sei o Vicente, mas eu estaria em maus lençóis. Limitar o tempo de estada no banheiro? Nem pensar! Isso é parte dos direitos fundamentais de um ser humano! Ficar no banheiro o tempo que for necessário, sem interrupções ou pressões de qualquer origem. Gases talvez fosse aceitos, mas aí não seriam pressões externas… deixa pra lá…

Eu me revoltaria contra essa situação, sem dúvida. Talvez me acorrentasse ao vaso sanitário, me abraçasse no papel higiênico. A imolação não estaria descartada, mas provavelmente ficaria reservada para o protesto contra os palmitos nos supermercados (vocês sabem quantas palmeiras são derrubadas para fazer uma lata de palmito em conserva? Não? Muitos). Num ato terrorista cruel, ameaçaria usar o canto do escritório em vez do banheiro como forma de protesto. Organizaria uma passeata, gritaria palavras de ordem, algo como “Com tempo eu não agüento”, ou “Me dá um desconto, no banheiro não vou ter que bater ponto” ou “Ão, ão, ão, segunda-divisão”... ops, situação errada para este último…

Em suma, não toleraria esse atentado contra um dos diretos individuais mais básicos do ser humano: ler o seu jornal, meditar ou até planejar textos para esse blog, no banheiro. Ainda bem que a justiça se manifestou contra essa aitude da Claro. Porque se não fizesse, eu pessoalmente organizaria o MSTnB (Movimento dos Sem Tempo no Banheiro) e organizaria invasões de banheiros, com os invasores levando consigo volumosos livros para passar o tempo.

E tenho dito.

3 comentários:

ana disse...

rsrsrsrsrs
ai meu deus :P eu ja tava jurando que era um acidente, ou que os funcionarios estavam sendo demitidos e tudo mais :P

Camilla disse...

Adorei o grito de guerra: “Com tempo eu não agüento” e tambem o MSTnB!! Hahaha!! Muito criativo!!

Ana disse...

Marcelo!
Me salva pelamordedeus rsrs
Eu to espirrando, sentindo pressao em nariz/testa/olhos, olho lacrimeja, to meio fraca. E gripe ou alergia?! :P
O que eu posso tomar pra ajudar? Tomei o tal Allegra-D. Presta?

Se eu estiver no leito da morte eu peco pro Michael te mandar um email e vc vai la me dar remedio? rs