Estamos sempre aprendendo, constantemente percebendo fatos e situações que anteriormente passavam despercebidas. Muitas delas, sim, nos facilitam a vida e, mesmo assim, leva tempo para as reconhecermos.
Como cortar as unhas usando óculos para leitura.
Eu sei que minha higiene pessoal não é de interesse de ninguém além de mim, exceto as pessoas que convivem próximas e que podem sofrer os efeitos de algum potencial desleixo meu nesse quesito. De qualquer forma, achei interessante comentar que aprendi, ou constatei, que é muito, mas muito melhor que eu corte as minhas unhas, ou excute outras atividade que requeiram reconhecer detalhes, fazendo o uso de óculos. Facilita a vida, mas pode ser visto como uma limitação que a idade traz, junto com a dificuldade em ler cardápios em locais de pouca luz, por exemplo. Lembro, então, que o passar do tempo, o avançar dos anos, traz limitações as quais temos que aceitar, aprender a viver com elas, e fazer o melhor possível dessas situações.
Parei de jogar futebol há alguns anos.
Houve um período em que jogava uma ou duas vezes por semana, fazia parte de um grupo (detalhe sempre importante para mim), e era um momento também de conexões. As questões físicas foram lentamente se impondo sobre minha vontade e, por dores e lesões, me vi obrigado a parar com esse tipo de atividade. A última vez, a definitiva, foi em um momento em que estava em ótima forma física, fazendo musculação várias vezes por semana e ainda pedalando aos finais de semana. Mesmo assim, com vinte minutos de jogo, comecei com uma dor lombar que fez abandonar o jogo e que se revelaria três meses depois de idas e vindas com ela, em maior ou menor intensidade, uma hérnia de disco lombar que foi resolvida cirurgicamente meio que de emergência. A partir desse evento, entendi que futebol não era mais para mim.
E é assim em várias dimensões da vida.
O tempo traz limitações físicas, os olhos têm dificuldades em enxergar, não ouvimos tão bem quanto antes (digo que o meu objetivo é precisar usar aparelho auditivo só para desligá-lo) e não adianta ir contra, não podemos “bater de frente” com a natureza, com a passagem do tempo. Quanto mais tempo levamos para aceitá-las, pior para nós.
Por outro lado, o tempo traz outras vantagens, como a sabedoria de entendermos o que realmente importa e priorizarmos aqueles que são de fé, que tornam a vida significativa. E de quem devemos estar perto.
Até.