Ontem, ao olhar no espelho, lembrei do meu pai.
Pouco depois das nove e meia da noite, já de pijama, enquanto escovava os dentes para ir para a cama, lembrei dele. Não pelo que vi no espelho, mas por lembrar que ele – em determinado momento – também ia cedo para a cama para assistir televisão antes de dormir.
Eu tenho achado o máximo, nesse inverno, ir progressivamente mais cedo para a cama para dormir. Como há anos, em prol da higiene do sono, não temos televisão no quarto, tenho usado esse período entre me deitar e pegar no sono para ler. Como efeito colateral, tenho acordado às 5h30 como se fosse a hora de iniciar o dia. Aí viro para lado e durmo mais um pouco, até o momento ‘correto’ dos dias. O que é bem legal, em minha opinião. Durmo mais tempo e o sono é de melhor qualidade.
Estaria eu ficando velho?
Estou, estamos.
Mas não é dormir cedo o que determina o meu envelhecer, claro. O que tenho feito, na verdade, é aproveitar os dias em que posso dormir mais cedo para fazer isso, porque obviamente há dias em que não vou fazê-lo. E o inverno é propício ao dormir mais. No verão é diferente...
Tenho de aproveitar os dias frios e de chuva.
Até.