“Pneumologia, que é bom, nada...”.
De forma bem-humorada, entre amigos, mais uma vez ouvi essa afirmação, durante uma conversa. Havíamos falado, no nosso grupo que se reúne logo cedo pela amanhã, antes de começarmos a atender, para um café e ‘jogar conversa fora’. O assunto começara com música, e havia sido comentado que eu era sócio de uma escola música, e eu tinha explicado para um que outro que estava junto hoje cedo onde a School of Rock Benjamin ficava, e dado detalhes da metodologia.
Faláramos de como a música (e outras atividades, como exercícios físicos) serviam também como terapia, para aliviar as tensões do dia a dia, como válvula de escape. Também como em outros países eram estimuladas essas atividades outras além da profissão, e que a medicina – se permitirmos – toma todo o tempo todos os dias.
Comentei que isso sempre me preocupou, e que sempre procurara viver e ter interesses além da medicina, na medida do possível, conforme meu momento de vida.
O final da conversa, já aguardando o elevador, foi quando me foi perguntado sobre um amigo em comum, recém separado de sua esposa, e que respondi que o encontraria essa semana para um churrasco, da confraria a qual somos parte. Foi aí que o comentário acima surgiu: “É música, churrasco... e medicina?” ...
Está ali, em seu lugar importante, mas não exclusivo.
Estou bem resolvido quanto a isso.
Até.