As polêmicas do mundo.
Há algum tempo, decidi que não escreveria sobre alguns temas que viraram controversos, sujeitos a extremismos os mais variados. Porque não queria me incomodar, porque muito dos que leem não entendem ou interpretam o que estão lendo de forma equivocada. Também porque – já disse – o que se escreve tem uma gravidade maior do que o que é dito.
Então não falo de política e nem de futebol.
Muito porque já não tenho disposição pra discussões estéreis e acaloradas sobre temas que não vão levar a lugar nenhum, exceto a ressentimentos e contrariedades. Quero, por aqui, paz e tranquilidade para – quieto – observar o mundo e refletir sobre o que vejo e sinto. Simples assim.
Não posso, contudo, evitar falar sobre um assunto que me é caro, e que tem sido utilizado – a meu ver – de forma rasa no debate público, sendo parte de narrativas de um lado e outro do espectro político.
A liberdade de expressão.
Princípio básico e fundamental de uma sociedade livre, a liberdade de expressão deveria ser defendida por todos sempre, independente de quem diz ou do que é dito. Atribuída à Voltaire, mas escrita por Evelyn Beatrice Hall em uma biografia dele para resumir seu pensamento sobre a liberdade de expressão, a frase "posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo". É como penso.
Porém, liberdade de expressão vem junto responsabilidade. Podes dizer o que quiseres, desde que não seja apologia ao crime, claro, mas deverás arcar com as consequências daquilo que disseres.
Ponto.
Até.